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Sobre Narcóticos Anônimos » Adicção

A ADICÇÃO
A tarefa de definir Adicção tem desafiado médicos, juízes, padres, adictos, suas famílias e as pessoas em geral, por toda a história. Existem tantas definições potenciais quanto existem grupos com interesses em definir adicção. Essas definições enfatizam coisas tais como dependência fisiológica, dependência psicológica, dinâmica familiar, problemas comportamentais e moralidade. Esta lista poderia ser bastante incrementada, e NA poderia chegar com sua própria definição e acrescentá-la à lista. Felizmente, a Tradição Dez nos afasta de tais discussões públicas. Nitidamente, debater tais questões não é tarefa de NA. Nossa tarefa é levar a mensagem de recuperação para o adicto que ainda sofre.

Ainda assim, definir adicção para nós mesmos é sem dúvida importante para o processo de recuperação. Afinal de contas, no Primeiro Passo admitimos impotência perante ela. Esta admissão é a fundação sobre a qual nossa recuperação é construída. Então a pergunta “O que é Adicção?” é, de fato, relevante; a irmandade tem a responsabilidade de considerá-la cuidadosamente.

Este texto não incluirá uma re-declaração do entendimento mais amplo de nossa irmandade a respeito do que é adicção. Isto pode ser encontrado no Texto Básico, especialmente no capítulo “Quem é um adicto?”. Em vez disso, focalizaremos em alguns assuntos difíceis que se pediu ao Quadro de Custódios do Serviço Mundial que considerasse.
A ADICÇÃO É UMA DOENÇA?
Esta é uma dessas perguntas sobre adicção que é difícil responder. Existe uma grande discussão pública sobre a questão de a adicção ser ou não uma doença, e escolhemos não nos envolver nessa discussão. Entretanto, faz parte da compreensão e experiência coletiva da nossa irmandade que a adicção é, de fato, uma doença. Não temos razão para contestarmos essa percepção agora. Ela tem nos servido bem.

A nossa experiência com a adicção é que, quando aceitamos que ela é uma doença sobre a qual somos impotentes, tal aceitação fornece uma base para a recuperação através dos Doze Passos. A quantidade de membros de NA vivendo livres da adicção ativa mostra que esta filosofia tem funcionado para nós. Então, embora como uma irmandade não estejamos em posição de argumentar o que é ou não uma doença, no estrito sentido médico, temos plena certeza de que é apropriada a utilização da palavra “doença” para descrever a nossa condição.

Este é o ponto-chave: profissionais das áreas de medicina, religião, psiquiatria, legislação e direito penal definem adicção em termos que são apropriados para suas áreas de actuação. Nós também. Narcóticos Anônimos define adicção para o propósito de proporcionar recuperação. Tratamos adicção como uma doença, porque isso faz sentido para nós e funciona. Não temos necessidade de aprofundar este assunto mais do que isso.
“ADICÇÃO” SIGNIFICA APENAS DROGADICÇÃO? E OS OUTROS TIPOS DE ADICÇÃO?
Com a palavra “adicção” queremos, de fato, dizer “drogadicção”. Nossa Terceira Tradição diz, “O único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar”. Claramente, queremos dizer “…o desejo de parar de usar drogas”.

Como uma irmandade, damos muita importância ao fato de que deslocamos o foco dos nossos passos de qualquer droga específica e o colocamos na própria adicção. Fizemos isso redigindo o Passo Um como “impotentes perante a nossa adicção” em vez de “impotentes perante as drogas” ou “impotentes perante os narcóticos”. Qualquer redação do Passo Um que indicasse drogas específicas – ou drogas em geral – teria exposto o princípio com muito menos poder do que o faz a nossa atual redação.

Se fôssemos ampliar nosso foco para além da drogadicção e incluir outros tipos de adicções, acreditamos que com isso prejudicaríamos seriamente a atmosfera de identificação em nossas reuniões. O equilíbrio que buscamos é delicado. Por um lado, devemos entender nosso Primeiro Passo bastante bem para manter nossa partilha nas reuniões focalizada na doença da adicção, não em drogas específicas. Desta maneira o nosso foco é amplo o bastante para incluir todos os drogadictos. Por outro lado, devemos manter o nosso foco específico o bastante para proporcionar uma clara identificação para nossos novos membros.
ENTÃO, POR QUE NOSSA IRMANDADE É NOMEADA A PARTIR DE UMA ESPECÍFICA CATEGORIA DE DROGAS?
Já que é verdade que, nas nossas reuniões, buscamos não focalizar em nenhuma droga específica, muitos membros têm questionado por que somos chamados de Narcóticos Anônimos. Será que Adictos Anônimos ou Drogadictos Anônimos não seriam títulos mais apropriados.

O nome do nosso programa parece realmente incongruente com nossa filosofia e com a natureza diversificada da nossa condição de membro. Na verdade, logo que nossa irmandade rompeu com Alcoólicos Anônimos, nós nos chamamos “Adictos Anônimos”. No entanto, duas irmandades distintas, ambas se chamando AA, não caracterizavam um rompimento muito claro. Então nossos fundadores escolheram o nome

Narcóticos Anônimos. Naquela época, “narcóticos” se referia a todas as categorias de drogas, e, portanto, “Narcóticos Anônimos” foi uma escolha razoável como nome da nossa irmandade. Assim, o título original refletia de fato nossa filosofia de não estar focalizado numa droga específica ou drogas em geral. Infelizmente, mais tarde, a palavra “narcóticos” tornou-se associada com uma categoria particular de drogas.

À medida que nossa mensagem é traduzida para outras línguas, ocorre um dilema. Algumas vezes “Narcóticos Anônimos” tem sido traduzido como “Adictos Anônimos” ou “Drogadictos Anônimos”, porque os comitês de tradução local compreendem a filosofia do nosso programa. Outras vezes, uma nova palavra é criada em determinada língua para preservar uma tradução mais estrita do nosso nome. E algumas vezes “Narcóticos Anônimos” é traduzido literalmente. O que tem parecido importante para nós é que o espírito da mensagem de NA seja mantido nessas traduções e que o programa, pela mensagem e pelo nome, seja reconhecido independente da língua usada.
O Quadro de Custódios do Serviço Mundial desenvolveu o texto “O que é Adicção?” durante o ano da conferência de 1988-1989. Posteriormente, ele foi amplamente utilizado por membros de NA, inclusive membros envolvidos com os esforços dos comitês locais de tradução. A seguinte adaptação do boletim 17 foi fornecida durante o ano de conferência 1994-1995, dirigida às necessidades específicas desses comitês.

 
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